quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Um Amigo Chamado Henry




«Verdadeiramente impressionante... terrivelmente comovente.»


- Evening Standard


«Muito mais do que um emocionante relato sobre a amizade entre um rapaz e o seu cão. É também a dolorosa luta de uma mãe pelo amor do seu filho autista»


- Herald


Autismo. O autismo é uma desordem global do desenvolvimento neurológico. É uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa comunicar estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente - segundo as normas que regulam estas respostas.




Por enquanto ainda é uma doença que permanece encoberta por muitos mistérios. Como é que um cão pode ajudar uma criança que sofre de autismo a ultrapassar tal maleita?




Desde o nascimento que os pais amam os seus filhos e se esses filhos apresentam algum tipo de dificuldade, os pais ainda vão amá-lo mais de forma a que este consiga ultrapassar os seus problemas. É este amor que permite que Dale o rapaz autista ultrapasse a doença através da ajuda do seu companheiro Henry, o seu cão. Este Golden Retriever consegue o impossível....É sobretudo um livro de grande lição contado na primeira pessoa, a própria mãe e autora do livro.





segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

200 anos do Nascimento de Darwin




Olá caros visitantes!

Como grupo atento à actualidade que somos decidimos publicar um post sobre os 200 anos do Nascimento de Charles Darwin.

Darwin, um investigador inglês viu a sua vida dar uma volta de 360º ao embarcar no Beagle, navio de pesquisa. Este cientista do século XIX é o autor da revolucionária e também polémica Teoria da Evolução das Espécies.

Chamamos a atenção para a revista LER, sendo a edição de Fevereiro dedicada a este cientista.






Da mesma forma a National Geographic Portugal também dedica a edição deste mês a Drawin.


Para além da leitura destas revistas aconselhamos também a exposição que está a decorrer na Gulbenkian sobre esta temática.



Para mais informações sobre as visitas guiadas à Gulbenkian click no link:





http://www.icb.ufmg.br/lbem/aulas/grad/evol/darwin/index.html





quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Sugestões para o Dia dos Namorados

Ficam aqui algumas sugestões literárias para o Dia dos Namorados. Esperemos que gostem!

Cartas de Amor de Grandes Homens
Doyle, Ursula

A ideia para este livro surgiu com o filme "Sexo e a Cidade", onde aparece um livro romântico com cartas escritas por Beethoven, Byron e Napoleão. Essa colecção nunca existiu, mas as cartas eram genuínas. Agora já existe, e reúne algumas das cartas mais românticas alguma vez escritas, por homens como Mark Twain e Mozart, Robert Browning e Nelson. Para alguns, o amor é um delicioso veneno (William Congreve), para outros, uma mulher delicada e amável, num sofá à lareira, com livros e música (Charles Darwin). Às vezes o amor queima como o Sol (Henrique VIII), ou penetra no coração como gotas de chuva (Flaubert). Encontramos nestas cartas todas as "nuances" possíveis, desde a requintada eloquência de Oscar Wilde até à devoção simples de Robert Browning, passando pela tristeza, tão contemporânea, de Plínio, o Novo, que mergulha no trabalho para não pensar nas saudades que sente de Calpurnia, a sua mulher.


Revolutionary Road
Yates, Richard

Um romance bonito, irónico e eficaz que merece ser um clássico.
«Yates tem um óptimo domínio rítmico da narração, nunca exagera nos episódios metafóricos, e algumas sequências têm um tom emocional perfeito e uma coreografia cinematográfica. Chegamos às últimas páginas e sabemos o que já intuíamos desde o início, que o vendedor Frank Wheeler não conseguiu vender o seu produto: o sonho americano. Ou talvez seja mais justo dizer: o sonho burguês.»Pedro Mexia, Público, ípsilon




Um Lugar Chamado Aqui
Ahern, Cecelia

Depois do "bestseller" internacional "P.S. Eu Amo-te" com 40.000 cópias vendidas só em Portugal que deu origem ao filme homónimo, a célebre Cecelia Ahern regressa com um conto ambicioso, absorvente e romântico sobre coisas e pessoas perdidas. Cecelia impôs-se no meio literário principalmente pelo seu talento e não somente pela ligação familiar que muito embora lhe tenha aberto algumas portas não se constituiu em si mesmo como a chave para o sucesso. Cecelia, filha do primeiro-ministro irlandês, confessa que gosta de escrever sobre acontecimentos que irão ajudar as pessoas e que «a infelicidade e a luta fazem as pessoas olhar à volta. Procurar e não desistir, dá-nos esperança». E é precisamente imbuídos de esperança que os protagonistas deste belo conto de fadas para adultos desenvolvem o seu percurso. Sandy, a protagonista, tornou-se obsessiva desde que uma colega de turma desapareceu há vinte anos. Desde então tenta encontrar pessoas que desaparecem, restituindo-lhes alguma esperança. Jack Rutle é uma dessas pessoas desesperadas e procura Sandy para ela o ajudar a encontrar o rasto do irmão. Porém, um dia é a própria Sally que desaparece... O quarto livro de uma autora que está a dar cartas na cena internacional.


Um Amor Inesperado
Lewis, Susan
Natalie, a filha adolescente de Jessica e Charlie Moore, morre num estranho acidente em França.Pai e mãe ficam destroçados. Mas Jessica sente que ficou algo por explicar, enquanto Charlie se recusa a discutir o que aconteceu naquele fatídico dia. Então, o casamento de ambos é abalado por mais um choque, e Jessica parte para França, sozinha, em busca de respostas. Quando chega a uma paradisíaca vinha no coração da Borgonha, descobre muito mais do que esperava: um amor completamente proibido e uma verdade que mudará a sua vida... para sempre.Tendo como cenário um Verão quente e um enfeitiçante mundo de aromas, paladares e romance, esta é uma história íntima e apaixonada de amor e desilusão, de lealdade e traição.




APAIXONE-SE TAMBÉM PELOS LIVROS!


Arte da Escrita

Na continuação da nossa actividade "Arte da Escrita" o terceiro autor escolhido foi... (ups!) Pois é, esta semana a “Arte da Escrita” conta com um escritor incógnito. Desafio todos os visitantes do blog a tentar desvendar a sua identidade. Em baixo encontram-se alguns dados biográficos do escritor assim como algumas das suas obras mais conhecidas que te ajudarão a resolver este enigma.




B.I.










(Micro)biografia

Nasceu no Porto, a 4 de Fevereiro de 1799, e morreu em Lisboa a 9 de Dezembro de 1854.
Foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, ministro e secretário de Estado honorário português. Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do romantismo português, foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.







Algumas das suas obras mais conhecidas são:



Um Alfageme de Santarém



Frei Luís de Sousa



Flores sem Fruto



Viagens na Minha Terra



Folhas Caídas





Considerado por muitos, o escritor português mais completo de todo o século XIX. Deixou-nos obras-primas na poesia, no teatro e na prosa, inovando a escrita e a composição em cada um destes géneros literários.




Citações

«As Constituições são feitas para não ser respeitadas.»
«A mãe é a mais bela obra de Deus.»
«Se na nossa cidade há muito quem troque o B por V, há muito pouco quem troque a liberdade pela servidão.»
«Amar vem da alma.»


Poema: Seus Olhos

Seus olhos - que eu sei pintar
O que os meus olhos cegou –
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.
Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.
in 'Folhas Caídas'

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Hoje pela primeira vez publicitámos o nosso blog no colégio com o slogan
ATREVE-TE A CLICAR!
Somos um grupo de Área projecto que pretende dinamizar a leitura no Colégio Marista de Carcavelos, actividade que começa a ser esquecida!
Aproveitem o nosso blog para enriquecerem a vossa cultura geral sobre os dois autores portugueses: Padre António Vieira e miguel Torga, autores que estiveram na nossa actividade a ARTE DA ESCRITA no corredor central do colégio.
Se tiverem alguma dúvida ou curiosidade sobre autores portugueses ou mesmo necessidade de ajuda em algum trabalho desta disciplina falem connosco que podemos oferecer-vos "uma mãozinha"!
O nosso grupo vai continuar a desenvolver o seu projecto com outras actividades, nomeadamente o BOOKCROOSING!
Até lá, continuem a visitar-nos pois novidades aparecerão!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Na continuação da nossa actividade "Arte da Escrita" o segunda autor escolhido foi Miguel Torga. O trabalho é pequeno mas o objectivo é dar a conhecer e não cansar!!!


Esperemos que gostem!!!



MIGUEL TORGA


Filho de Francisco Correia Rocha e Maria da Conceição Barros, nasceu a 12 de Agosto de 1907 em São Martinho da Vila e faleceu a 17 de Janeiro de 1995 em Coimbra.









Origem do pseudónimo:
O nome Miguel Torga foi o pseudónimo escolhido por Adolfo Correia Rocha para assinar as suas obras. Escolheu o nome Miguel em homenagem a Miguel de Cervantes e Miguel Unamuno e Torga devido à abundância desta planta em Trás-os-Montes (zona de origem).




Citações:


· “Ter um destino é não caber no berço onde o corpo nasceu, é transpor as fronteiras uma a uma e morrer sem nenhuma."
- Miguel Torga In Fernão de Magalhães, Antologia Poética. Lisboa: Dom Quixote, 1999.

· "Vou tentar ser bom marido, cumpridor. Mas quero que saibas, enquanto é tempo, que em todas as circunstâncias te troco por um verso."
- Miguel Torga in A Criação do Mundo, V.






Poema: Aos poetas
Somos nós
As humanas cigarras!
Nós,
Desde os tempos de Esopo conhecidos.
Nós,
Preguiçosos insectos perseguidos.
Somos nós os ridículos comparsas
Da fábula burguesa da formiga.
Nós, a tribo faminta de ciganos
Que se abriga
Ao luar.
Nós, que nunca passamos
A passar!...

Somos nós, e só nós podemos ter
Asas sonoras,
Asas que em certas horas
Palpitam,
Asas que morrem, mas que ressuscitam
Da sepultura!
E que da planura
Da seara
Erguem a um campo de maior altura
A mão que só altura semeara.

Por isso a vós, Poetas, eu levanto
A taça fraternal deste meu canto,
E bebo em vossa honra o doce vinho
Da amizade e da paz!
Vinho que não é meu,
mas sim do mosto que a beleza traz!

E vos digo e conjuro que canteis!
Que sejais menestreis
De uma gesta de amor universal!
Duma epopéia que não tenha reis,
Mas homens de tamanho natural!
Homens de toda a terra sem fronteiras!
De todos os feitios e maneiras,
Da cor que o sol lhes deu à flor da pele!
Crias de Adão e Eva verdadeiras!
Homens da torre de Babel!

Homens do dia a dia
Que levantem paredes de ilusão!
Homens de pés no chão,
Que se calcem de sonho e de poesia
Pela graça infantil da vossa mão!